• De mendigos e malandros

Esta análise de A Ópera do Malandro _ recriação paródica de Ópera do Mendigo de John Gay e de Ópera dos Três Vinténs de Bertolt Brecht_ atua como trampolim para uma reflexão sobre a imagem do malandro enquanto representação da identidade nacional. Rastreando um percurso histórico que remonta a nosso primeiro Código Penal republicano e incorporando os estudos seminais de Antonio Candido, Caio Prado Júnior, Lúcio Kowarick e José Murilo de Carvalho,o trabalho detém-se na intrincada composição da comédia musical de Chico Buarque de Hollanda. Destaca nela a complexa construção da imagem do malandro, que entrelaça, em associações contraditórias, explorados e exploradores, representantes da ordem e da marginalidade. De fato, no texto de Chico, o malandro não é um, são muitos. Figuras liminares, reminiscentes de seus ancestrais históricos, oscilam entre os limites da ordem e da desordem, incluindo “bons” e “maus” malandros, e até políticos como Getúlio Vargas, o “Malandro do Catete”. Como poucas, a política oscilatória de Vargas ilustrou atributos associados à malandragem, tais como o instinto de sobrevivência e a habilidade em contornar situações conflituosas. Nessa linha de investigação, o estudo das canções que integram as três peças conduz à consideração de implicações históricas e culturais, bem como de aspectos poético/dramático/musicais, dificilmente perceptíveis numa primeira audição da Ópera.

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Autor Solange Ribeiro de Oliveira
Editora CRV
Idioma PORTUGUES
Encadernação BROCHURA
Páginas 162

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