• Não é aqui, não é pra nós (?)

O campo da saúde mental infantojuvenil demarca em sua história, pontos de delimitação e também de escansão de um mal estar que lhe é próprio. Das crianças e jovens que não cabiam nos modelos de adoecimento psíquico do século XIX, àqueles que recorrem ao uso da droga na sociedade contemporânea, a seus modos, eles denunciam que são tocados pelas vicissitudes nas quais estão inseridos, e respondem por elas fazendo uso dos recursos de seu tempo. Uma prática psicossocial que desconsidera o uso do objeto droga como fenômeno emblemático da clínica contemporânea sustenta aí uma incoerência. Neste cenário, não cabe sermos ingênuos quanto às dificuldades presentes na adesão ao tratamento de jovens usuários de drogas, como também não cabe negar “o não lugar” a que frequentemente estão submetidos. Esta realidade nos levou a interrogar, a partir de nossa experiência no campo da atenção psicossocial com crianças e adolescentes, se um estudo detalhado sobre as dificuldades de adesão ao tratamento nos CAPSi, por adolescentes usuários de drogas, poderia ensinar, favorecendo o trabalho realizado nestes serviços. Esta questão, que impulsiona o trabalho aqui apresentado, busca respostas no discurso dos próprios adolescentes. Como casos paradigmáticos, aquilo que ensinam a todos nós, operadores do campo da atenção psicossocial, consiste na riqueza apresentada por este livro. A fundamentação ética e teórica da psicanálise de orientação lacaniana permitirá levar o leitor a encontrar, de ponta a ponta deste trabalho, uma aposta decidida no sujeito.

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Autor Mônica Eulália da Silva Januzzi
Editora CRV
Idioma PORTUGUES
Encadernação BROCHURA
Páginas 212

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Não é aqui, não é pra nós (?)