• O escritor e seus fantasmas

Nem passatempo nem evasão: a literatura é a maneira mais completa de examinar a condição humana. Os textos de O escritor e seus fantasmas partem dessa convicção para tratar dos problemas suscitados pelas grandes obras, em especial pelo romance.Por que, como e para que se escrevem ficções? Qual o papel da literatura e da arte? O autor responde a essas questões com paixão e veemência, contrapondo sua prática de romancista a teorias como o existencialismo e a fenomenologia.Suas respostas, porém, não formam uma teoria do romance. Surgem da experiência da escrita, das reflexões estimuladas pela leitura ou provocadas por questões em debate. Às vezes, são ensaios de várias páginas; outras, reduzem-se a aforismos; ou, ainda, podem ser citações de diferentes escritores sobre seu ofício.O romancista critica tanto os defensores do realismo socialista e de um certo engajamento ingênuo da literatura como escritores que adotam o culto ao estilo - entre eles Jorge Luis Borges, autor que, para Sabato, faz de um "argumento engenhoso" a essência de sua obra. Segundo Sabato, a característica essencial da literatura que resiste ao tempo é compor um retrato ao mesmo tempo fiel e complexo da experiência humana sem produzir um reflexo mecânico da realidade. O escritor deve investigar a impureza da vida para oferecer um testemunho artístico do mundo e de seu tempo. Para essa tarefa, o romance é o gênero mais apropriado, já que expressa a condição ambígua e angustiada da alma, em permanente conflito entre a carne e a razão, o relativo e o absoluto, o diabólico e o divino.

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Autor Ernesto Sabato
Editora Companhia das Letras
Idioma PORTUGUES
Encadernação BROCHURA
Páginas 208
Ano de edição 2003

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O escritor e seus fantasmas