• Uma rosa

Leatrice Moellmann é a poeta que transpira poesia por todos os poros. Dona de um estro sentimental e sincero, põe-nos hoje nas mãos o livro “Uma Rosa”, coleção de sonetos filigranados de erotismo, emoções e saudades, todos eles tecidos em pétalas-versos de onde emanam fineza e ternura como se a rosa estivesse num policrômico jardim do amor.
Seus sonetos entrelaçam os versos com o amor, a recordação e a saudade; versos que virão à tona pelo livro afora como um leitmotiv a martelar uma mente cheia de paixão: “paixão transformada em bem-querer” como este verso do soneto: “Para quem me deu uma rosa.” Um lamento: “Que bom se ele estivesse aqui comigo!” (verso 12º do soneto Singrando mares da Inglaterra). Um surto de desespero de amor: “Pra te esquecer, tua foto eu vou rasgar” (verso 14º do soneto Mais sós). Um suspiro: “Fez-me sentir a mais sensual amante” (verso 6º do soneto Ano Novo). Um desejo: “Eu quero estar entre tuas mãos queridas” (verso 1º do soneto É Janeiro). Outro desejo: “Teus beijos saciando meus ardores” (verso 6º do soneto Saudade). Mais desejo: “Meu corpo necessita e exige o teu” (verso 9º do soneto ) dia seguinte). Um desabafo: “Tu és amor, prazer, paixão, loucura!” (verso 7º do soneto Para sempre amor”. Uma confissão: “Por teu abraço másculo e forte / Sinto-me fêmea entregue à própria sorte / Acho que estou amando outra vez”. (último terceto do soneto Amor Virtual).
A vontade, o entendimento e a memória como potências espirituais de um só e generoso afeto desdobram-se em versos de amizade como se o bem-amado fora a metade da alma da poeta, lede: “Fiel, ele sussurra aos meus ouvidos: / Nossos encontros serão repetidos, / E eu vibro de emoção e alegria” (1º terceto do soneto (Ano Novo). “As cigarras despertam-me saudade. ... / De ti, do teu amor, teu aconchego / É todo teu, só teu o meu apego / Eu te amo por toda eternidade!” (verso 11º e último terceto do soneto É Janeiro). “Plena felicidade tu me trazes. ... / Mudou a minha vida totalmente / Quando nos conhecemos de repente / Antes a minha vida era vazia.” (verso 3º e último terceto do soneto Duas fases).
Se os versos de Leatrice são emocionantes quando cantam o amor, também transportam o leitor, e sempre nas asas do soneto, a fim de que ele busque uma verdade lisonjeira na reevocação de um olhar, de um beijo, de uma singular alegria, de uma lembrança feliz ou merencórea, pálida ou vivaz.
No soneto “Festa Natalina” não é a caridade que fala mais alto mas a bondade da vovó que vê em Idalina, a pedinte, traços de sua amada neta: “Olhos negros, trigueira, parecia / A minha neta já quase mocinha”. (versos 5º e 6º).
Uma melancolia dorida se depreende deste último terceto do soneto In Memoriam: “Fica um perfume de felicidade / A aura imorredoura da saudade / Mostrando que jamais te esquecerei”.
Em relembrando sua infância a saudade enche de graça, de alegria de dor a poeta: “Os pés de carambola e de goiaba... / O tempo pára, a saudade desaba... / Parece até que estamos a sonhar!” (último terceto do soneto Farinhada).
Leatrice trabalha com maestria o soneto e faz dele uma taça doirada, erguendo-a bem alto, e com ela brindando a arte de saber poetar com emoção, com verdade e com uma expressão lingüística sui generis rítmica e musical.
Parabéns, poeta Leatrice, princesa da poesia catarinense.

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Autor Moellmann Leatrice
Editora Insular
Idioma PORTUGUES
Encadernação BROCHURA
Páginas 72
Ano de edição 2008

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